Návio Costa Concordia volta à posição vertical

analise historica

O trabalho para reerguer o navio de cruzeiro Costa Concordia foi concluído com sucesso às 3h locais de terça-feira 17/09/2013 (23h de segunda-feira em Brasília) na ilha italiana de Giglio, informaram as autoridades.

“A operação de ‘parbuckling’ foi concluída. O navio já está, como o previsto, na posição vertical”, anunciou em entrevista coletiva Franco Gabrielli, chefe da Defesa Civil italiana.

Já na vertical, a sirene do Concordia tocou várias vezes e foram ouvidos gritos de comemoração no porto.

“A quilha do navio exigirá importantes reparos”, destacou Gabrielli. O engenheiro Franco Porcellacchia estimou que “a operação não poderia ter sido melhor”.

A complexa operação para resgatar o gigante de 17 andares e 290 metros de comprimento –maior e com quase o dobro do peso do “Titanic”– havia começado às 10h locais de segunda-feira, com o navio inclinado a 65º.

Andreas Solaro/AFP
Trabalho para reerguer o navio de cruzeiro Costa Concordia é concluído com sucesso na costa da ilha italiana de Giglio
Trabalho para reerguer o navio de cruzeiro Costa Concordia é concluído com sucesso na costa da ilha italiana de Giglio

O inédito esforço foi interrompido entre 18h e 19h locais para permitir que uma equipe de especialistas alpinistas retirasse do navio vários cabos que não exercem mais tensão, explicou Sergio Girotto, responsável pelo projeto por parte da empresa italiana Micoperi.

A partir desse momento, a navio foi “endireitado” gradualmente por meio dos enormes recipientes que foram fixados na parte superior do casco, enchidos de água.

Cerca de cem engenheiros e técnicos de várias nacionalidades participaram da operação para endireitar um navio gigante de 114.000 toneladas.

Esta foi uma operação sem precedentes na história da engenharia moderna para um transatlântico tão grande e perto da terra.

Por volta de meio-dia desta segunda-feira (7h de Brasília), o gigantesco navio “tinha sido retirado dos arrecifes” em que havia encalhado no dia 13 de janeiro de 2012 com 4.200 passageiros a bordo, causando a morte de 32 pessoas.

Duas horas depois de iniciada a inédita operação, começou a ser vista parte do casco do navio que estava submersa, claramente identificável por estar coberto de musgo.

A operação foi avaliada em cerca de R$ 1,8 bilhão.

Após a volta do navio à vertical, uma equipe de mergulhadores vai procurar os restos das duas pessoas que estão desaparecidas: uma passageira italiana e um camareiro indiana.

“Espero encontrar o corpo da minha mulher. Eles me disseram que a busca começará quando o barco estiver estabilizado”, declarou mais cedo Elio Vicenzi à imprensa italiana.

Já Kevin Rebello, irmão do camareiro indiano, acompanhou todas as operações realizadas na ilha com a esperança de poder enterrá-lo na cidade onde nasceu.

Há temores de que a retirada do gigante possa afetar o delicado fundo marinho da ilha, que está entre os primeiros parques naturais protegidos da Itália.

Por enquanto, o risco de poluição do mar é pequeno e representantes de organizações ambientalistas acompanham os trabalhos.

O navio iniciou a rotação impulsionado por enormes cabos de aço ligados a pequenas torres, instaladas para a ocasião. Depois, a partir de um determinado grau, foi a força da gravidade que impulsionou o barco para a posição vertical.

resgate

 

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