Exploração da Fé, Imbecilidade e a Raiz do Mal: Uma análise jurídica

A liberdade de religião é uma das grandes conquistas que nosso país conseguir assegurar em seus pouco mais de quinhentos anos de vida. Mesmo contra a sanha da Igreja Católica, que sempre pretendeu monopolizar os fiéis e seus recursos para engordar seus cofres e suas propriedades, aos poucos, as religiões de origem africana e asiática conseguiram o seu lugar ao sol no solo brasileiro.

Independente do mérito de cada uma, quem costuma ler meus artigos sabe que sou um opositor ferrenho de qualquer religião. Ao contrário do que os mais “inocentes” possam pensar; isso não significa que sou ateu, que não tenho fé ou que sou um discípulo de Lúcifer cumprindo minha missão para anunciar a vinda do apocalipse e do Segundo Advento (como já me disseram aqui).

O que é importante ressaltar, é que as religiões são um conjunto de regras (dogmas) criado por homens para servir a esses mesmos homens. Portanto jamais foram oriundos de um ser divino. Mesmo porque, um ser divino onipresente e onisciente, não necessita de nada para saber se você é ou não merecedor da salvação ou da danação.

Ele simplesmente sabe. Por isso é onisciente (sabe tudo) e onipresente (está em toda parte). E pouco importa se você vai a missa, toma banho antes de rezar, se ajoelha voltado para cá ou para lá; “arria” um despacho na encruzilhada ou amaldiçoa quem pinta as unhas ou professa uma religião diferente da sua. O que você é e faz é que determinarão sua vida “além morte”.

Mesmo Jesus foi perseguido e cruelmente assassinado por pregar o fim dos privilégios aos sacerdotes. Afinal de contas, porque vocês acham que Ele dizia coisas como: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome; lá estarei” – ou porque ele explodiu e enfrentou abertamente os sacerdotes durante o episódio da expulsão dos vendilhões do templo? Jesus também era contra a religião.

Todo esse preâmbulo serve apenas para comentar o incrível fato de como as pessoas se deixam cegar pela religião e pela fé em coisas que nada tem a ver com o divino. Aqui me refiro abertamente aos fiéis da Igreja Renascer em Cristo; o templo máximo da fé financeira e do culto ao vil metal.

O mais incrível é que até mesmo o maior concorrente da Renascer, a Igreja Universal, consegue ser eticamente melhor com seus fiéis e tratá-os com mais respeito e humanidade do que os falsos profetas constantemente envolvidos em desvios de dinheiro da Renascer. O “Bispo” Macedo; talvez por sua origem humilde como zelador da Loterj, aprendeu muito cedo que não se deve matar a “galinha dos ovos de ouro” em prol de um desenvolvimento a qualquer custo.

Pelo que parece, na Renascer, a filosofia de sustentabilidade da Universal ainda é algo a ser perseguido. Pois, os apóstolos picaretas teimam em deixar a ganância e a cara-de-pau tomar conta de suas ações sempre que farejam uma oportunidade de lucrar um pouco mais.

Diante da tragédia provocada por sua própria negligência, ao não cuidarem da manutenção de seu templo, os proprietários da Renascer ainda estão promovendo uma verdadeira caça ao tesouro em cima das famílias enlutadas perguntando aos familiares se, seus entes queridos mortos, não deixaram bens para a igreja.

Além disso, apressam-se em campanhas de doação para a construção de uma nova sede e, em suas campanhas de mobilização, jamais mencionam qualquer ajuda as famílias que perderam seus bens mais preciosos ou os que se feriram com qualquer gravidade. Indenizações? Isso são coisas que nem se deve comentar.

Afinal de contas; advogados da igreja ligam para as famílias sondando quais pretendem processar a Renascer e quais colocaram na conta da “fatalidade” ou da “ação divina” o ocorrido.

Antes de ficar calado e de dividir um pouco de seus lucros estratosféricos com seu rebanho de ovelhas (aqui literalmente) o apóstolo Estevam ainda quer faturar com a tragédia ao alegar que “teve uma visão” do ocorrido ANTES do desastre. Segundo ele:

“Deus me deu uma visão poderosa nesta oração e me mostrou coisas que estavam escondidas por trás de grandes tapumes e que eram correntes que tinham amarrações. Os tapumes derretiam enquanto orávamos, os tapumes eram consumidos por fogo e aparecia um mundo infinito”.

A pergunta que revela toda essa imbecilidade e a verdadeira raiz do mal é: Se ele previu o desastre; porque não o impediu?

Consultando a fonte usada como munição para alienar e cooptar suas vítimas; vejamos como o livro sagrado (A Bíblia da Reforma) revela coisas sobre pessoas como essas. Segundo Cristo haveria os falsos profetas que pregariam em seu nome e seduziriam milhões para proveito próprio.

Contudo, bastaria apenas identificar um desses sinais abaixo, para que os falsos profetas fossem desmascarados:

a) Através de sinais e maravilhas desviarão os crentes para um falso Deus.

b) Uma de suas profecias jamais foi perfeitamente cumprida.

c) Pelo menos uma vez eles se contradirão da Palavra de Deus.

d) Pelo menos uma vez eles produzirão maus frutos.

e) Muitos homens falam bem deles.

f) Negam a vinda de Jesus Cristo na carne.

Se for preciso apenas Um desses sinais; os Hernandes já estão na fila do capeta. Afinal de contas, foram presos aqui e no exterior por crimes e já deixaram um rastro de mortes com a sua negligência e sua exploração da boa fé das pessoas.

E isso, independente de qualquer trabalho de relações públicas, não pode ser considerado um “fruto bom”. Particularmente eu posso colocá-los em dois ou três desses “sinais”.

O mais incrível é perceber como o Estado se vê manietado diante de tal dupla criminosa e se sente tolhido de bani-los de uma vez por todas, caçando o seu direito de continuar explorando e enganando pessoas.

Por mais liberdade religiosa que tenhamos; deixar a nação livre de qualquer fiscalização e de qualquer ação punitiva para os aproveitadores e os mercadores da fé é temerário e injusto com aqueles que valorizam o sacerdócio e professam sua religião visando o bem do próximo e não o seu próprio bem.

“Orai e vigiai…”

Pense nisso.

Fonte: Marcelo Gomes Freire

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